Oniguiri 1, a Origem
- Alexandre Tatsuya Iida
- 19 de jan. de 2022
- 2 min de leitura
Muitos pediram e vamos para o post sobre ONIGUIRI, o famoso Bolinho de Arroz que vira a base de uma refeição ou lanche. Com ou sem alga Nori, com ou sem recheio, cilíndrico ou em triângulo e por aí vai. A história desta comida é tão antiga que no decorrer da história do Japão, muita coisa aconteceu.
Começando pelo nome. A grande maioria chama o bolinho de arroz de ONIGUIRI おにぎり. Alguns mais velhos e o pessoal da cozinha, pode chamar de NIGUIRIMESHI 握り飯. Moças o chamam de OMUSSUBI おむすび.
Existem teses onde uma delas diz que o formato triangular é o símbolo da espada para afastar o Diabo, ONIGUIRI 鬼斬り.
Acordo a arqueologia descoberta nas ruínas Chanobatake na província de Ishikawa, o Oniguiri já existia desde o final do período Yayoi (1000 à 300 a.C) (Foto 2)
Agora de acordo com os registros escritos com a base arqueológica, diz que:
“O Arroz carbonizado em forma de Chimaki, é um triângulo isósceles com uma base de cerca de 5 cm e outros dois lados com cerca de 8 cm e espessura de 3,5 cm. Presume-se que tenha sido cozido à vapor o arroz glutinoso. Alimento portátil e serviu de oferendas para afastar os diabos."
Chimaki é um prato típico chinês onde num formato triangular, envolve um bolinho de arroz glutinoso e embrulhado com folha de bambu.
No período Nara (710 a 794) consta em registro que o imperador menciona o NIGUIRI II (Hoje NIGUIRI MESHI)
No período Heian (794 a 1185) uma comida feita de arroz glutinoso cozido em forma triangular era servida em banquetes da nobreza.
No período Kamakura (1185 à 1333), esse prato mudou para o arroz comum, quando as tropas de samurais receberam Oniguiris com UMEBOSHI. Nasceu o primeiro Oniguiri com recheio. (Foto 3)
Já no período Edo, o Ongiuiri virou lanche para viajantes quando surgiram as 5 Rotas pelo Japão. E passou a usar uma alga fina para evitar que o arroz grude nas mãos. Aqui nasceu o Oniguiri com Nori.
Em 1870, Tojiro Yamamoto temperou as algas e serviu os Oniguiris embrulhados para o Imperador Meiji na passagem por Kyoto.
E por aí vai. Continua.
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