Morada do Bluefin
- Alexandre Tatsuya Iida
- 26 de nov. de 2021
- 2 min de leitura

Vejo muitos perfis de instagram onde são anunciados os BLUEFINs e fico bem feliz que o Brasil seja um país que passou a receber frequentemente esta espécie de atum que não é da nossa costa.
Muito bom!! Só que vamos com um pouco mais de calma. Digo.
Assim como o KOBE BEEF não é sinônimo de WAGYU e sim uma das procedências da carne nobre japonesa, o BLUEFIN não é necessariamente o HON MAGURO, ok?
Então vamos ver os 3 tipos de Bluefins que são oferecidos em restaurantes do mundo todo. Comecemos pelo mais cobiçado.
O HON MAGURO ou KURO MAGURO como nome em japonês e Thunnus orientalis na “razão social”,, que na verdade deveria ser chamado de Blackfin, porque ele é preto, cinza e prateado. É que os americanos os viram nadando no mar e viram a cor azulada e apelidaram de Bluefin tuna.
É chamado também de Pacific Bluefin encontra-se nadando no pacífico norte, mais próximo e ao longo da costa japonesa e no Mar do Japão. Com muita sorte pode ser visto na California.
É uma das espécies mais difíceis de se conseguir no Japão e pouquíssimos restaurantes de Nova York conseguem direto de Toyosu e olhe lá.
Então acho bem difícil esta espécie chegar em nosso país, mas sei que nada é impossível.
Depois vem o outro Kuro Maguro, o TAISEIYÔ KURO MAGURO ou Thunnus thynnus ou Atlantic Bluefin encontrado no Atlântico norte beirando a costa dos EUA, Canadá, dependendo da temperatura, um no Golfo do México. Do outro lado do oceano, toda a Europa e no Mar Mediterrâneo.
Esta espécie é o maior atum quando atinge o seu tamanho máximo de 3,2 m e 450 kg ou mais. É bem provável que seja este que chegue ao Brasil e é igualmente maravilhoso.
E tem o terceiro Atum de grande porte, o MINAMI MAGURO ou INDO MAGURO, ou Thunnus maccoyii ou Southern Bluefin. Pode ser encontrado na parte gelada do Pacífico Sul desde a Nova Zelândia, Austrália, Oceano Índico até a curva da África do Sul.
Comments